sábado, 10 de dezembro de 2016

Parafinas, lãs, mãos

Talentos e encantos
ambientes tantos
crochês, velas e similares
a colorir lares
a restituir de alegria
a bordar de afeto
qualquer tempo cinza,
plenitude de deleites 
mimos, carinhos, enfeites
artesã brejeira e luzidia
por entre parafinas e lãs
decora as manhãs
nas mãos criativas.


domingo, 20 de novembro de 2016

O Canto de Iaiá

Bom dia Iaiá, ontem queria falar mas não era hora, faz muito tempo que não a vejo cantar, só mesmo nos vídeos, e acho que em breve será na tela mesmo, pois acho que tá na hora de "pé na estrada", oxalá que as coisas aconteçam, creio que o universo conspira a favor, com muita dedicação e talento os objetivos são alcançados, torço para que consiga um patrocínio forte $$$, ou lei de incentivo, etc e tal. 

Essa segunda-feira abriu uma semana de muita alegria e orgulho, com seu show de alto nível, fodástico. E digo com muita convicção, é hora de alçar voos mais altos, tirando a emoção de quem a viu crescer, tirando os laços de amizade de quem lá no fundinho considera vocês três como meus sobrinhos, tirando qualquer emoção que possa interferir nos elogios te digo é hora de "pé na estrada". 

Apesar de ser irmão de músico, neto de sanfoneiro, primo de músicos, não sei os nomes técnicos musicais, mas vai do meu jeito mesmo algumas palavras de incentivo, te vi ontem com uma maturidade enorme, segurança, seu domínio da voz (subia e descia numa perfeição tamanha), simpatia com o público e os músicos, noção de palco, fazendo da voz o carro chefe (vejo algumas cantoras mulherões de braços e pernas enormes que gesticulam e dançam muito) e você tem a medida exata de gestos, caras e bocas. 

E que é melhor ainda, você não copia ninguém, tem seu estilo próprio, parabéns e torço para que sua estrada seja de muitos shows e luz.

Ontem entendi o porque do nome Iaiá, sua voz é imensa para que ficasse só com a Flavinha, vozes tantas.


Tio

Por entre as montanhas de Minas
expectativa e esperança
de mãos dadas

correnteza

a busca de si mesmo
enfrentamento e elevação

misericórdia e benção
no reencontro do homem com o rio

paz.

     

Liliço

Assis e Apolinários
uma fábrica de craques
nos campos de Lafaiete
a saudade gostosa
eternos contemporâneos
na arrancada rumo ao gol
corria o Liliço, alma boa
com a canhota habilidosa,
potente e certeira
no pulmão a explosão,
o talento no futebol
arte lúdica e longeva
a repassar ao vindouro
Marcelinho, o campeão.


Carrossel

A noite lúdica que gira
na mira do olhar
carrossel eterno bailar
a brincar, a circular
no verde esperança
da oculta criança
sob os domínios da mulher
em constante evolução
alegria & luz a transbordar
no tempo, no vento que inspira. 


O grito

O grito
na rua escura
do morro

aflito
o íntimo da mãe e negra

um rito
na hora dura

o tiro
muita amargura
a sangrar as digitais

o dito
é que somos iguais
acredito
que nem nas digitais

fito
a ponte como divisão
nós do lado de cá e lá
o imundo poder
das injustiças sociais

insisto
no verso bendito
de um sonho que resiste
sem dedos em riste

na rua escura
de tantas desigualdades.



Desvestida

Lá vai ela 
com laquê ou paetê
procurando a glória
na avenida obscura
desvestida de dignidade
colorida de irreverência
assanha uma vitória
no carruagem da inclusão.


A vovó e o netinho

A infância inaugura a fase das descobertas, dos livros infantis, das brincadeiras. Na atmosfera lúdica, criança é sinônimo de alegria.

A vovó e o netinho; ela é a sabedoria e a plenitude, ele é a curiosidade e a pureza. Entre beijos e abraços, eles se preenchem, se defendem, se fartam.

Bem perto deles, ouço as antigas canções de ninar, que eram minhas e agora ela canta para ele.

Nesses dias impagáveis, vejo a vovó e o netinho eternizando os laços de afeto, escrevendo uma bela história de amor.

A vovó e o netinho.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Galo Forte Vingador

Estádio Israel Pinheiro, Itabira, terra de Palmira, foi lá a emoção primeira, ao ver os ídolos Grapete e Wanderley Paiva, com a camisa preta e branca.

Nos programas esportivos de Rádio e TV, a infância de admiração com os gigantes Erasmo Ângelo, Fernando Sasso, Lucélio Gomes, Luiz Carlos Alves, Ronan Ramos, Waldir de Castro. Na Rádio Inconfidência, a voz, a audiência de Jairo Anatólio Lima, um ícone.

Anos depois, no Mineirão, arquibaldo paraver o Clube Atlético Mineiro desfilar o futebol arte. Na prateleira de cima, o clássico Luisinho, a genialidade de Reinaldo, a canhota de Éder Aleixo. O monstro sagrado Toninho Cerezo, o maior, o líder, o pilar de uma safra espetacular. Hexacampeonato mineiro.

E por causa deles, vi craques como Falcão, Dener, Pita e Muller com a bola nos pés. Vi também Raul, o cracaço Zé Carlos e o endiabrado Joãozinho. Vi Andrade, Adílio e Zico. Sim, já tivemos futebol de verdade. Época de ouro. Saudosismo? Sorte minha.

Com o velho ludopédio, já me encantei com aquela linha atleticana; Marinho, Danival, Paulo Isidoro, Reinaldo e Marcelo Oliveira. Vi gols do ponta Ziza. Vi Ortiz, o goleiro argentino, inovar e fazer gols de pênaltis.
Nelinho, Chicão, Zenon e Nunes, foram alguns algozes que vieram reforçar as cores alvinegras, e honraram o manto esbanjando talento, raça e títulos.

E o que dizer da raça do zagueiro uruguaio Olivera? E da eficiência e garra de um Jorge Valença? Presenciei o futebol majestoso, do naipe de um Paulo Isidoro. Elzo, Éverton e Marques, para sempre no coração da Massa.

Praça 7, a charanga, o hino do Galo, os foguetes, o grito de campeão, coração aos pulos. Elias Kalil. Tempos áureos.
Eu vi o talento de Vitor, Tardelli e Ronaldinho Gaúcho conquistar a Libertadores da América.  Lágrimas ao chão, alegria e emoção.

Ninguém me contou, eu estava lá, na arquibancada.


Tá no filó


2º Arraial D. Jaci & Amigos

Vale a pena viver, sorver, experimentar o dom da vida, com intensidade, aceitação e disposição.
Mesmo com tantos percalços na caminhada, há os momentos felizes de muitas cores, flores e sabores que o Criador nos brindou, e ao colocar na balança, as coisas boas tendem a nos mostrar que as situações positivas prevalecem sempre, aliás, “tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”.
Quando caímos num leito de hospital, as reflexões invadem o silêncio da madrugada, o desejo de fazer diferente, a necessidade de eliminar as insignificâncias, são urgências latentes, e para tal reformulação precisamos estar cercados de gente cheia de entusiasmo, de mãos dadas com essa alegria contagiante que vocês transmitem. Juntos é melhor.
Celebrar a existência com a família e amigos é prazeroso, com Deus é plenitude. Alegria – essa palavra grande!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Aos meus irmãos

Abraço de irmãos
subir no pé de jambo
o último drible, o gol
adormecer em Queluzito
acordar em Copacabana
terminar um poema
prosear sobre cinema
dançar nossas músicas
recontar aquelas histórias
rir, comer, rir, comer
fazer valer nosso viver
fortalecendo os laços
prorrogando o epílogo
comungando o momento
de afeto e mãos dadas.


A Jornalista

A disposição de sempre ir
colorir a lente
café e livros nas horas visíveis
alma livre - essência
caminhos
vida
luz.


A Sombra

Publicação no Jornal/Revista Manuscritos do poema A Sombra.

Pelé


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dia da Enfermagem

Só mesmo uma equipe de enfermagem, que nesse universo de tamanha complexidade sabe lidar com os momentos delicados da saúde. Anjos que cuidam, aliviam e nos dão esperança de viver bem mais.
A esses dedicados profissionais, cúmplices das dores e alegrias, que com sua competência, sua paciência, seu astral; extirpam qualquer sentimento de tristeza e nos aproxima como semelhante.
A todos vocês, e principalmente aos da Nefrologia - Hospital Santa Casa, meu muito obrigado.


Aos teus pés

Tantos a pedir
talvez a implorar
a boa notícia
um ser que virá
permissão divina

aos teus pés
oh, Mulher Ventre Luz

mãe é fidelidade, é conexão
nos espinhos ou revés
mãe é afago, é fé

contemplação, alegria
doação, coração

mãe é estrada infinita!