Só mesmo uma equipe de enfermagem, que nesse universo de tamanha complexidade sabe lidar com os momentos delicados da saúde. Anjos que cuidam, aliviam e nos dão esperança de viver bem mais.
A esses dedicados profissionais, cúmplices das dores e alegrias, que com sua competência, sua paciência, seu astral; extirpam qualquer sentimento de tristeza e nos aproxima como semelhante.
A todos vocês, e principalmente aos da Nefrologia - Hospital Santa Casa, meu muito obrigado.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Aos teus pés
Tantos a pedir
talvez a implorar
a boa notícia
um ser que virá
permissão divina
aos teus pés
oh, Mulher Ventre Luz
mãe é fidelidade, é conexão
nos espinhos ou revés
mãe é afago, é fé
contemplação, alegria
doação, coração
mãe é estrada infinita!
quinta-feira, 5 de maio de 2016
A Vida é
Da
casa berço para a vida, mundo escola a girar, a evoluir. Nas mãos o terço e a
percussão, no coração a emoção e a alegria da infância. No momento de um até
breve, a certeza que a ampulheta não descansa, não pára, o prazo de validade é
para todos. E quando o amanhã chegar, estejamos com a missão cumprida e preparados
para o grande encontro com os antepassados.
A flor no tempo
A
flor no tempo
leveza e beleza
por entre as espadas de Jorge
e a sabedoria
profética,
lá vai a flor
intacta às intempéries
e alegrias da vida,
com o olhar
no vindouro
do bem para o bem.
Embolada
Correndo
pelo gramado
muitos
se consagraram
num
romântico passado
de
amor à camisa
Zanata
desarmava
correndo
pelo meio
Manfrini
arrancava
nas
passadas lentas
corria
Ademir da Guia
toque
de maestria
até
o sonolento
Enéas
marcar um tento
o tal Doval
era
um tormento
correndo
como um vendaval
vencia
qualquer defesa
e mais uma página
se
fecha saudosa
dos
tempos de outrora.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Política
Sigo procurando
respostas, pois nada sei, o tempo é o senhor da razão, o apressado come cru, a
verdade de alguns me surpreende a cada momento, no cenário de escândalos as
máscaras vão caindo, a prova de fogo é o poder, não se corromper é para alguns
poucos. Diante das velhas estruturas que desgovernam o país, a minha tristeza é
imensa. Que Congresso é esse?
Perplexo com
o ocorrido na Câmara dos Deputados, cenas lamentáveis e bizarras. Os políticos
vão se perpetuando em seus cargos, cometendo desmandos, enriquecendo
ilicitamente, sem uma punição eficaz, sem uma prisão perpétua. E as delações
premiadas, o que dizer? Não importa se é delator ou traidor, bandido é bandido.
A situação
delicada que o Brasil atravessa, vem de longa data, moral e honestidade são
palavras extintas no círculo vicioso que é essa política de favores, de
negociatas, de manipulações, de interesses escusos, do controle de emissoras de
rádio e televisão sob o domínio dos parlamentares, de empresas patrocinando
campanhas eleitorais.
Nas urnas chega
de votar no que ‘rouba, mas faz’, de votar no ‘menos pior’, de votar por um
jogo de camisas de futebol, de votar por uma caixa de cerveja, de votar num
rostinho bonitinho, de votar por uma promessa de emprego. Malandragem? Não. Cegueira
e ignorância de um povo sem autocrítica.
Estamos num
fundo de poço, sair desse lamaçal é questão de urgência, e para tal, carece extirpar nossas preferências religiosas, partidárias, esportivas, classes sociais, poder
econômico, etc. Ao passo que
se não pensar com mais profundidade, com propostas sérias e imediatas, com
intenções verdadeiras de fazer o país voltar a funcionar, enquanto não houver reforma
política e tributária, educação, não dá para crer em mudanças.
Desconstruir
ídolos, colocar os pés no chão, sem ilusão, arregaçar as mangas, enxergar uma
luz no fim do túnel ou além da montanha, onde quer que seja, mas saber
que com fé e muito trabalho podemos pensar na reconstrução de um caminho novo.
sexta-feira, 25 de março de 2016
A minha primeira Copa
Corria o ano de 1974, a banda sueca Abba
formada por Agnetha, Anni-Frid, Benny e Bjorn, lançava no mercado o álbum
Waterloo, arrebatando fãs pelo mundo afora, com as canções dancing queen, fernando, honey honey e outras, surgia um fenômeno nas paradas de sucesso.
Brincando no quintal, de longe eu via meu pai, o saudoso Luiz Sebastião, lendo nos jornais que o Ernesto Geisel era eleito presidente do
Brasil; pela sua comoção talvez estivesse na matéria sobre o incêndio, de tantas mortes, no
Edifício Joelma na cidade de São Paulo; socando o ar, gesto peculiar dele de vitória, só poderia estar comemorando a conquista do segundo
título mundial de Fórmula 1 do brasileiro Emerson Fittipaldi.
Foi entre junho e julho do corrente que
assisti, pela TV, a minha primeira Copa do Mundo, disputada em terras alemãs, olhos
fixos, coração aos pulos, eu não perdia um lance ao lado do meu pai. Voando nos braços
da memória, paira no ar a alegria daqueles dias, onde a cidade se enfeitava
para ver os jogos da seleção canarinho.
As novidades da época, hoje são boas
lembranças, detalhes que fascinavam a feliz infância, como esquecer aquela
bola bonita, com os gomos em pentágonos pretos e hexágonos brancos; o fuso
horário era algo que me encabulava; aquelas camisas laranjas que num certo dia
eliminariam o escrete brasileiro de Zé Maria, Luís Pereira e Valdomiro; a
explosão e velocidade do goleador da camisa 13, o Gerd Muller, ele que faria o
gol da vitória na final vencida pela Alemanha sobre a Holanda.
E como esquecer, de Cruyff, um dos
maiores craques de todos os tempos, o maestro daquele carrossel admirável e extraordinário,
sob a batuta do técnico Rinus Mitchel, o mundo se curvou ao futebol maravilhoso
e revolucionário de Ruud Krol, Neeskens, Rensenbrink, Johnny Rep e outros
bambas de uma safra inigualável.
A minha primeira Copa, teve Johan Cruyff, um
gênio.
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