domingo, 20 de novembro de 2016

O grito

O grito
na rua escura
do morro

aflito
o íntimo da mãe e negra

um rito
na hora dura

o tiro
muita amargura
a sangrar as digitais

o dito
é que somos iguais
acredito
que nem nas digitais

fito
a ponte como divisão
nós do lado de cá e lá
o imundo poder
das injustiças sociais

insisto
no verso bendito
de um sonho que resiste
sem dedos em riste

na rua escura
de tantas desigualdades.



Desvestida

Lá vai ela 
com laquê ou paetê
procurando a glória
na avenida obscura
desvestida de dignidade
colorida de irreverência
assanha uma vitória
no carruagem da inclusão.


A vovó e o netinho

A infância inaugura a fase das descobertas, dos livros infantis, das brincadeiras. Na atmosfera lúdica, criança é sinônimo de alegria.

A vovó e o netinho; ela é a sabedoria e a plenitude, ele é a curiosidade e a pureza. Entre beijos e abraços, eles se preenchem, se defendem, se fartam.

Bem perto deles, ouço as antigas canções de ninar, que eram minhas e agora ela canta para ele.

Nesses dias impagáveis, vejo a vovó e o netinho eternizando os laços de afeto, escrevendo uma bela história de amor.

A vovó e o netinho.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Galo Forte Vingador

Estádio Israel Pinheiro, Itabira, terra de Palmira, foi lá a emoção primeira, ao ver os ídolos Grapete e Wanderley Paiva, com a camisa preta e branca.

Nos programas esportivos de Rádio e TV, a infância de admiração com os gigantes Erasmo Ângelo, Fernando Sasso, Lucélio Gomes, Luiz Carlos Alves, Ronan Ramos, Waldir de Castro. Na Rádio Inconfidência, a voz, a audiência de Jairo Anatólio Lima, um ícone.

Anos depois, no Mineirão, arquibaldo paraver o Clube Atlético Mineiro desfilar o futebol arte. Na prateleira de cima, o clássico Luisinho, a genialidade de Reinaldo, a canhota de Éder Aleixo. O monstro sagrado Toninho Cerezo, o maior, o líder, o pilar de uma safra espetacular. Hexacampeonato mineiro.

E por causa deles, vi craques como Falcão, Dener, Pita e Muller com a bola nos pés. Vi também Raul, o cracaço Zé Carlos e o endiabrado Joãozinho. Vi Andrade, Adílio e Zico. Sim, já tivemos futebol de verdade. Época de ouro. Saudosismo? Sorte minha.

Com o velho ludopédio, já me encantei com aquela linha atleticana; Marinho, Danival, Paulo Isidoro, Reinaldo e Marcelo Oliveira. Vi gols do ponta Ziza. Vi Ortiz, o goleiro argentino, inovar e fazer gols de pênaltis.
Nelinho, Chicão, Zenon e Nunes, foram alguns algozes que vieram reforçar as cores alvinegras, e honraram o manto esbanjando talento, raça e títulos.

E o que dizer da raça do zagueiro uruguaio Olivera? E da eficiência e garra de um Jorge Valença? Presenciei o futebol majestoso, do naipe de um Paulo Isidoro. Elzo, Éverton e Marques, para sempre no coração da Massa.

Praça 7, a charanga, o hino do Galo, os foguetes, o grito de campeão, coração aos pulos. Elias Kalil. Tempos áureos.
Eu vi o talento de Vitor, Tardelli e Ronaldinho Gaúcho conquistar a Libertadores da América.  Lágrimas ao chão, alegria e emoção.

Ninguém me contou, eu estava lá, na arquibancada.


Tá no filó


2º Arraial D. Jaci & Amigos

Vale a pena viver, sorver, experimentar o dom da vida, com intensidade, aceitação e disposição.
Mesmo com tantos percalços na caminhada, há os momentos felizes de muitas cores, flores e sabores que o Criador nos brindou, e ao colocar na balança, as coisas boas tendem a nos mostrar que as situações positivas prevalecem sempre, aliás, “tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”.
Quando caímos num leito de hospital, as reflexões invadem o silêncio da madrugada, o desejo de fazer diferente, a necessidade de eliminar as insignificâncias, são urgências latentes, e para tal reformulação precisamos estar cercados de gente cheia de entusiasmo, de mãos dadas com essa alegria contagiante que vocês transmitem. Juntos é melhor.
Celebrar a existência com a família e amigos é prazeroso, com Deus é plenitude. Alegria – essa palavra grande!