quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dicionário


Silêncio na estante
a chave dos segredos
nas dúvidas do pensante
aconchego entre os dedos,
no caminho de um errante
a incessante sede do saber
alimenta todo andante.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Otávio

Nasceu numa família religiosa, de bons princípios, temente a Deus.
Caminhando por si só, abandonou preceitos familiares, e junto ao livre-arbítrio seguiu várias estradas, cruzou encruzilhadas, percorreu o mundo, e não viu o Messias. 
Em busca da verdade, fez algumas boas escolhas, outras nem tanto. Imaturo, acreditou em falsos profetas, e se perdeu num vazio espiritual.
Hoje ele anda rumo à luz verdadeira, para amenizar a culpa do tempo perdido, tenta provar sua fidelidade ao Mestre com grandes tatuagens religiosas na pele. Afronta ao corpo? Exibicionismo da fé? Fanatismo religioso?

sábado, 12 de maio de 2012

O Bem

Algumas pessoas tem o hábito de exaltar por demais o mal, amplificar a voz dos negativistas é um erro, e precisamos ir mudando esse conceito pouco a pouco, aqui e acolá, devagar e sempre.
Na minha caminhada tenho visto muita gente boa fazendo o bem sem olhar a quem, e isso serve de incentivo para que se possa encorajar cada vez mais alguns corações que ainda vivem na escuridão, a rever seus conceitos.
Quando estive internado no Hospital Santa Casa de Belo Horizonte, pude ver o quão as enfermeiras, médicos e demais funcionários de lá trabalham. O profissionalismo e dedicação desses profissionais é algo a ser exaltado. Vi muitas enfermeiras com um sentido de doação imenso para com o semelhante. 
O bem é silencioso, não pede holofotes, é sem interesse, não é comercial. O bem pede passagem junto a nós e o exaltemos graças a Deus.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma janela de Itabira




Profissional


Casa da banda, campo do Valério Doce,
menino nas terras de Drummond,

vi meu Pai subir pontes e correr vagões,
na busca do seu tempo bom.


Em 1969 o meu Pai, Luiz Sebastião, então com 30 anos, após trabalhar alguns anos na Cia. Santa Matilde em Conselheiro Lafaiete/MG, teve que tomar a decisão de ir buscar outros ares, almejando novas conquistas profissionais.
Partiu rumo à nova proposta de emprego na cidade de Rio Piracicaba/MG,  e posteriormente mudou-se para o Vale do Aço fazendo uma longa viagem para Ipatinga/MG, com esposa e duas crianças pequenas. Com muita coragem rompeu as fronteiras do desconhecido e fixou moradia na cidade de D.Celeste, longe dos familiares e amigos, numa região muito quente e bem provinciana em fase de construção.

Em 1972 ocorreu mais uma mudança da família "De Paulo", agora para a cidade de Itabira/MG, terra do Poeta Carlos Drummond de Andrade. Morando por longos anos na cidade do Pico do Cauê, foram momentos felizes e de prosperidade. Essa fase foi de sua afirmação profissional, com muita dedicação e determinação, se firmou como Encarregado de Montagem, se tornando um líder e elevando seu nome no cenário das empresas de engenharia. E o até então Sr. Luiz "Sanfoneiro", cujo apelido originou-se do seu genitor Tenente Sanfoneiro, teve sua alcunha reduzida para Sr. "Sanfona", e ele não parou mais, vários canteiros de obras contratou seus serviços profissionais. Ele sempre contava com muito orgulho suas histórias pelas cidades nas quais trabalhou, dentre elas Vitória/ES, Campinas/SP, Fortaleza/CE, Marabá/PA, Serra dos Carajás/PA,  Porto Alegre/RS, Belo Horizonte/MG, etc.

E ao longo de tantas jornadas, estreitou laços de amizade eterna com Dr. Maurício Noce, Dr. Celso e Sérgio Osório, tinham uma admiração enorme entre si, muito respeito e carinho. Amigos para sempre.

Meu Pai, sempre foi um homem do "trecho" como ele gostava de falar, de Soldador a Montador, de Encarregado de Montagem a Técnico Especializado em Estruturas Metálicas, foi funcionário de Empresas do porte de uma Convap-MKE, Morrison Knudsen, EPC-Engenharia, Cia Vale do Rio Doce, e outras.

Dedico esta Crônica a ele que na estrada da vida, foi em busca do seu tempo bom, proporcionando à sua família o pão e a alegria.

Luiz Sebastião, o "Sanfona". 
Orgulho e Memória.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Luiz Sanfoneiro



O meia ou o apoiador, também conhecido como meia-armador ou meia-de-ligação, sempre foi o jogador de futebol que atuava principalmente na zona do meio-campo, entre a defesa e o ataque.
Os meias eram os responsáveis pela criação das jogadas. Atuando pelo lado direito, esquerdo ou mesmo pelo centro, estes atletas muitas vezes eram os detentores de maior técnica e habilidade, inclusive faziam muitos gols.
Essas eram as definições táticas que o grande Luiz Sanfoneiro desempenhava no Industrial, ali pelas décadas de 60/70. 
E o meu pai, filho do Tenente e de D. Maria José, sempre usava a camisa de número oito, e com ela era esse meia cerebral que comandava a equipe azul celeste do Bairro Santa Matilde
Um líder nato, um verdadeiro guerreiro que incendiou as equipes pelas quais jogou, dentre elas a do Irajá (seu primeiro clube), o Meridional, o Industrial (onde atingiu seu auge como boleiro), a Convap-MKE, as Seleções Amadoras do Interior e uma Seleção Mineira no Pacaembú em 1963. O craque Luiz Sanfoneiro, deixou muitas lembranças na memória dos torcedores apaixonados pelo seu belo futebol.