domingo, 24 de novembro de 2013

Valeriodoce Esporte Clube

Depois de tantos anos, vou até Itabira(MG) e reencontro meu querido Valeriodoce.

E a mente voa ...

Foi ali o primeiro contato ao vivo e a cores com o Atlético, de mãos dadas com meu pai, eu menino com o coração aos pulos. Valério 0x1 Galo (Dario peito de aço, gol de cabeça).


Naquela noite ao adentrar a portaria do Estádio Israel Pinheiro, entrei correndo para as arquibancadas, na ânsia de ver os jogadores passei ao lado do Dario e nem o vi dando entrevistas aos jornalistas.

Volto no tempo do embate vencido pelo timaço de Piazza & Cia. Bem perto do alambrado vi o ponta-esquerda do Cruzeiro, o endiabrado Joãozinho, dar um drible inesquecível no lateral. Placar final Valério 0x1 Cruzeiro.


Na minha infância me identificava com os times de vermelho, foi assim com o América(RJ), um dos preferidos do meu pai, que guardava com carinho o pôster dos campeões carioca de 1960, que tinha na espinha dorsal, Ari, Djalma Dias, Amaro, Quarentinha e Nilo.
O Internacional(RS) bicampeão brasileiro 75/76, também foi outro que me marcou pela técnica e força. Timaço que tinha os craques Manga, Figuerôa, Caçapava, Falcão, Escurinho e Lula.
E guardadas as devidas proporções com as agremiações acima, no meu Valeriodoce havia grandes jogadores do porte de um Adilson no gol, na meiúca o craque Rogério e lá na frente o inesquecível atacante Mundinho.

E foi sentado naquela arquibancada que vi o time da Convap dar um "baile" no Valério. A Convap tinha em seu meio de campo, meu pai, tio Julinho e o primo João Carlos, os craques da família, que esbanjavam categoria até que o juiz interferiu no placar, favorecendo o time até então patrocinado pela Cia Vale do Rio Doce. Após confusão e expulsão, final Valério 2x1 Convap.


sábado, 19 de outubro de 2013

Palavra: Agonia & Alívio


Oh! Palavra.

Por onde anda
a palavra final?

Sempre à espreita 
dona de si,
o poema quase pronto
e ela nem aí.

A última palavra.
Agonia.

Cabeça na lua. 

Moleca, ela ri de mim.

A palavra certa
olhando de soslaio,
sorrateira ela chega
e ri de Cacaio.

Alívio.

Poema & imagem: Luiz Cláudio

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Malandro


Malandro

momento alado
no samba tocado

é de bom grado

o improviso
no instante
de malícia,

um cravo

no peito
no coração

do morro.

imagem: Luciano Andrei

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Carta


Papel
sobre a mesa
aberta a gaveta
a caneta
desperta a carta,
ilustra saudades
destra ou canhota
pouco importa
debaixo da porta
dentro de presídios
carta é carta,
de avião ou barca
qualquer quarta
notícias de Marta
assuntos diversos
alguns versos,
carta
vai amiga carta
aproxima o semelhante 
num vai e vem.

Poema extraído do livro "Saudades" de Luiz Cláudio.
Imagem: Luciano Andrei.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Janelas


Janela Bucólica
eternamente
Janela Utópica.

Texto & imagem: Luiz Cláudio

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Paradoxal II


Mesmo à distância
uma importância,
no meu pensamento
maior que o tempo.

Imagem: Luciano Andrei.

O Bem x O Mal


O Bem é silencioso, ele não pede aplausos, nem holofotes.